Está tocando Don't cry do Gun's, mas a vontade é mesmo de chorar cada vez que eu fico diante dos seus olhos, e se você está no mesmo lugar que eu, não sossego, estranhamente, sou tomada por uma necessidade absurda de sempre ter você aninhado em minha visão periférica. Ir até o seu encontro é um dos maiores prazeres dos meus pés, mas na hora de deixá-lo minhas pernas pesam toneladas e mal suporto retirá-las do lugar.
Sua voz me acariciava e você falava e falava como se soubesse disso. Eu poderia ficar ali para sempre, já seria o bastante, e não sei se é coisa da minha cabeça apaixonada, mas tinha algo de doce em seus olhos quado me olhava, algo de saudade talvez? Que triste, até pouco tempo você me cumprimentava com um beijo e um abraço, hoje apenas pega na minha mão e se aproxima lateralmente, será que foi eu que com medo de dia desses acabar te prendendo num destes abraços, fui me afastando de leve? Provavelmente.
Como a solidão muda a gente não é? Eu que antes não suportaria ficar dois finais de semana sem te ver, te abraçar, e perder a conta dos beijos e risos, e mãos, nós dois na sala. Agora, fui obrigada a suportar até meses sem te ver, e quando acontece de nos vermos, só posso admirar de longe. Quanto de mim você conheceu? Tomara que o bastante para entender os meus sinais, os meus olhares, o bastante para compreender que aqui dentro nada mudou.







Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário:
Obrigada